Espaço destinado à publicação dos trabalhos realizados no âmbito da ação de formação A Literacia da Informação na Escola do séc. XXI: como trabalhar com a Biblioteca Escolar, realizada em 2016/2017, sob orientação da formadora Paula Sofia Carvalho.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Sessão 5

Sugestão de recursos digitais, a meu ver, úteis para o desenvolvimento de propostas de trabalho de âmbito pluridisciplinar, e que utilizo enquanto docente/professora bibliotecária:


Recurso 1 -  A Maior Lição do Mundo

   “A Maior Lição do Mundo” visa, segundo a UNICEF, envolver crianças e jovens no esforço global para a construção de um futuro mais sustentável para todos os cidadãos,” em mais de 100 países.






Recurso 2 - Pexels




   Pexels é um site de partilha de fotos de alta resolução oriundas de profissionais da fotografia e com a licença Creative Commons Zero (CC0) que permitem a utilização livre das mesmas. Podemos incentivar os alunos a boas práticas e a utilizarem imagens sem colocar em causa os direitos de autor.


Recurso 3 - Blogue Cinema Clássico

O blogue apresenta uma compilação de vinte filmes para professores, fazendo parte da lista filmes baseados em histórias verídicas ou adaptados de livros.

Na lista, constam os seguintes filmes:
  • A Onda (2008)
  • Anna e o Rei (1999)
  • Ao Mestre Com Carinho (1967)
  • Encontrando Forrester (2000)
  • Entre os Muros da Escola (2008)
  • Escritores da Liberdade (2007)
  • Escola de Rock (2003)
  • Gênio Indomável (1997)
  • Half Nelson Encurralados (2006)
  • Larry Crowne - O Amor Está de Volta (2011)
  • Madadayo (1993)
  • Maria Montessori - Uma Vida Dedicada as Crianças (2007)
  • Mentes Perigosas (1995)
  • Meu Mestre, Minha Vida (1989)
  • Nenhum a Menos (1999)
  • O Clube do Imperador (2002)
  • Preciosa - Uma História de Esperança (2009)
  • Pro Dia Nascer Feliz (2006)
  • Ser e Ter (2002)
  • Sociedade dos Poetas Mortos (1989)
  • Uma Mente Brilhante (2001)

Sessão 4 | A utilidade dos recursos digitais e a viabilidade de os trabalhar com os alunos

O inevitável desafio da mudança



    Nas últimas décadas do século XX e no início do século XXI, temos vindo a assistir a profundas transformações na sociedade potenciadas pelo eclodir vertiginoso das novas tecnologias de informação e comunicação, nomeadamente da Web 2.0.
    A biblioteca escolar é, face a este contexto de mudança, desafiada a potenciar os novos recursos interativos de informação e comunicação que caracterizam a Web 2.0, para produzir, difundir e partilhar informação e conhecimentos.
    Tomando, por exemplo, a promoção da leitura recreativa - área nuclear da biblioteca escolar -, é determinante a atuação do professor bibliotecário, um mediador entre o texto e o leitor do século XXI, ao fazer uso das novas tecnologias, tal como preconiza Celaya (2007), que sugere a inclusão destas nos planos de promoção da leitura:
    Hace ya mucho tiempo que estas herramientas electrónicas dejaron de ser tan solo un pasatiempo al convertirse en los principales canales de comunicación e información de las nuevas generaciones. […] A través de estas tecnologías podemos crear espacios de lectura y escritura más cercanos a su manera de comunicarse, lo que motivará en el futuro su placer por leer todo tipo de textos en todo tipo de soportes. 
    O professor bibliotecário deve, então, conhecer as ferramentas e os serviços da Web 2.0 (blogues, wikis, ferramentas de criação de livros digitais, ferramentas para produzir audiolivros, serviços para criar e partilhar filmes, marcadores sociais, fóruns de discussão…) e saber rentabilizá-los, seja ao serviço da promoção da leitura recreativa, com atividades pensadas para o potencial leitor nativo digital (habituado a utilizar a tecnologia de forma natural), seja em prol do desenvolvimento de múltiplas literacias (literacia da informação, literacia dos média, literacia tecnológica e literacia digital).
    Ainda a braços com a nostalgia de outros tempos, entendo ser inevitável a mudança, os professores e a biblioteca escolar têm de se adaptar às mudanças, criar mecanismos para acompanharem a forma de trabalhar da geração dos nativos digitais, fomentar o desenvolvimento do espírito crítico e da autonomia, permitindo-lhes ser cidadãos do século XXI. Se conseguirmos associar a esta mudança a linguagem dos afetos e dos valores, acredito, o saldo será bem positivo.